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ACOLHEI-VOS COMO CRISTO VOS ACOLHEU (Rm 15,5-7)

Irmãos e irmãs em Cristo!

Acolher é abrir o coração para nele hospedar o outro. Quer se fale da igreja, da casa ou da vida, acolher não é tarefa, apenas de quem faz parte de uma pastoral ou de um Ministério.  Acolher é tarefa de todos nós, cristãos, e a Igreja é um lugar privilegiado para se aprender e exercitar a acolhida.

A acolhida antes de ser uma tarefa, é uma atitude que vai sendo cultivada, cada dia, até se tornar um hábito. Quem faz exercícios diários de acolhimento está em contínuo processo de educação para uma boa hospitalidade cristã, pois devemos sempre nos educar e reeducar para exercer a nossa missão dentro da Igreja e no mundo. Nossas comunidades paroquiais precisam de pessoas acolhedoras, amigas, humanas, dispostas a criar ambientes espontâneos de vivência comunitária da fé.

NO MUNDO ATUAL HÁ ESPAÇO PARA ACOLHER?

Como praticar a acolhida num mundo que parece cada vez mais egoísta, individualista, violento? O individualismo crescente é o acionador de comportamentos fechados, onde as pessoas vão se tornando ilhas, isoladas, criando cães, gatos e outros animais, como se estes estivessem mais sensíveis à escuta e à amizade do que os próprios seres humanos. Vivemos numa sociedade marcada pela não-escuta. E isto gera violência. O ser humano que não tem o direito de comunicar (ser acolhido), respeitado, não é reconhecido como pessoa, acaba manifestando a insatisfação e isso se traduz através de explosões emocionais: em casa, no trabalho, na revolta inexplicável com os outros.

JESUS CRISTO: O BOM ACOLHEDOR

Antes do nascimento de Jesus, sua mãe, Maria, nos dá o exemplo. Ela soube acolher em si a Palavra de Deus e dá-la ao mundo, na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. Outra atitude singular é a visita de Maria a Isabel. Isabel recebe a prima Maria e acolhe sua disponibilidade em ajudá-la.
Jesus, por sua vez, com atitudes simples e verdadeiras, soube nos ensinar como sermos bons acolhedores, e é dele, nosso modelo, que devemos aprender:

a) O bom Pastor (Jo 10, 1-18): Jesus se revela como o bom pastor, aquele que cuida de cem ovelhas e, se uma se perde do grupo, ele vai buscá-la.

b) Maria e Marta (Lc 10, 38-42): Eis um exemplo recíproco de hospitalidade. As irmãs Marta e Maria certamente prepararam a casa e o coração para receber o Mestre. Ele, por sua vez, acolhe a “sede” de Palavra, das anfitriãs. Até dá pra imaginar Marta arrumando a casa, fazendo a melhor comida, enquanto Maria conversa com o visitante. Jesus, certamente, não se sente um “de fora”, mas um amigo, um “de casa”.

c) A pecadora (Lc 7, 36-50): Primeiramente, Jesus acolhe o convite para jantar na casa daquele fariseu. Depois, chega aquela mulher de “má fama”, lança-se aos pés de Jesus, demonstrando vontade de mudar de vida. Jesus perdoa aquela mulher, salvando-a do pecado. É a lição de que nossa meta é o amor. Só o amor abre nosso coração para receber a salvação de Jesus.

d) Zaqueu (Lc 19, 1-10): ele era, certamente, um homem não muito querido pelo povo. Sabendo que Jesus estava na cidade, Zaqueu foi ao encontro dele. Como uma multidão cercava Jesus, diante da sua pouca estatura, subiu numa árvore. Daí, o exemplo de acolhida que Jesus nos dá, através do olhar transparente e pacificante para aquele cobrador de impostos. A partir daí, Jesus é acolhido não somente na casa de Zaqueu, mas, também em sua vida.

e) Crianças (Lc 18, 15-17): Quantas pessoas não valorizam, não gostam e querem distância das crianças? Naquele dia, quando os discípulos viram aquele monte de crianças chegando para o Mestre abençoá-las, logo imaginaram que elas iriam importuná-lo. Mas, Jesus chamou as crianças para perto de si: “Deixem que as crianças venham a mim”.
Agora, nestes tempos em que a nossa Igreja inicia seus preparativos de acolhida para a Jornada Mundial da Juventude em 2013, somos nós convidados a praticar a acolhida que Jesus tantas vezes nos propôs. Quer seja disponibilizando-nos para recebê-los em nossas casas, quer seja acolhendo e colaborando com suas iniciativas, é a nossa vez de ouvir e valorizar os anseios desta nossa juventude, para que possamos fortalecer seus ideais de seguimento de uma fé edificada em Cristo.

PARA REFLETIR:

1- O que é preciso melhorar em nós para que nos pareçamos mais com Jesus na hospitalidade?
2- A boa hospitalidade pode ser considerada uma característica do seu coração? Por que?
3- De que forma, enquanto células, podemos acolher a Jornada Mundial da Juventude e colaborar com ela?

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