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Aceitem-se uns aos outros - Romanos 15,1-7

Caros irmãos e irmãs,
Na vivência deste tempo pascal buscamos experimentar em nós a ressurreição do Cristo e assim como Ele se revelou, ressuscitado, a um pequeno grupo (Jo 20,14) e depois foi ampliando a sua revelação (Jo 20,19.26), também é diante do irmão que vai se revelando a ressurreição que acontece em cada um de nós, no nosso modo de agir, de pensar,  de crescer nos relacionamentos, de perceber no outro o próprio Jesus.

Antes da sua morte, Jesus deixou aos seus discípulos o mandamento que é fundamental à vida cristã: “Amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também os outros.” (João 13,34). Esta ordem do Mestre, refletida em quase todos os livros do Novo Testamento é a identidade dos discípulos: “Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos.” (João 13,35).

1. AMANDO NA DIVERSIDADE: Na Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo havia muita diversidade de etnias, formações religiosas e de classes sociais, ali na mesma Igreja se encontravam judeus, romanos, bárbaros, gregos, escravos e livres, ricos e pobres. Havia divergentes pontos de vista sobre a vida e diferentes escalas de valores.

Em meio a tanta diversidade, era inevitável que surgissem problemas. Os cristãos judeus às vezes desprezavam os cristãos vindos de outros povos. Alguns cristãos eram mais avançados na vida cristã e outros menos. Por essas e por outras razões, surgiram tensões entre eles. Tão fortes eram, às vezes, essas tensões, que os cristãos tinham dificuldade para se aceitarem uns aos outros sem fingimentos e viverem em paz uns com os outros. Por isso, Paulo ordena aos cristãos em nome de Jesus que aceitem-se uns aos outros, como foram aceitos por Cristo.

2. O ACOLHIMENTO FRATERNO: O que significa aceitarmo-nos uns aos outros? Significa acolhermos os nossos irmãos em Cristo, livremente, sem constrangimento ou reservas, em pleno reconhecimento da nossa comunhão em Cristo.  Aceitar os irmãos, mesmo existindo falhas visíveis na sua conduta, lacunas no seu conhecimento ou compreensão das Escrituras, ou mesmo diferença de opiniões sobre pontos menos essenciais da doutrina. Isto não é o mesmo que aprovar tais falhas.

Significa, isso sim, que aceitamos a pessoa como discípula de Cristo e esperamos que o Espírito Santo faça o trabalho nela; e que aceitamos a responsabilidade de ensiná-la a obedecer a tudo que o Senhor Jesus ordenou (Mateus 28,20).

A razão porque os cristãos devem aceitar uns aos outros é que Cristo já os aceitou. Ele morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5,8). A Palavra de Deus não nos autoriza a julgar e rejeitar pessoas que procurem unir-se ao nosso grupo, pelo motivo egoístico de querermos criar uma imagem de “perfeição” na admissão de membros. A célula antes de ser lugar de santos, é lugar de santificação.

É necessário que nós, os cristãos sejamos misericordiosos, assim como Cristo é. Não podemos ser mais severos e exigentes do que nosso Senhor, rejeitando as pessoas a quem Ele quer receber (Mt 19,13-14). Também não é oportuno cobrar dos outros o que não estamos dispostos a fazer. Enfim, quem acolhe e quem é acolhido devem lembrar que é o amor que tudo alcança, também a maturidade e a superação da síndrome da “hipersensibilidade”, que serve de desculpa para afastar-se do grupo, da igreja e  dos serviços.

O mandamento do Senhor da Igreja é claro: Aceitem ao que é fraco na fé. Aceitem-se uns aos outros.

A Bíblia trás exemplos de aceitação e não aceitação:
- Aceitação: Filemon 1, 15-17
- Não aceitação: III João 1,9-11
Quando não devemos acolher ou aceitar um(a) irmão (a)na célula? Quando ensina uma doutrina contrária a fé cristã – II João 1,10. Esse irmão deve ser preparado para ingressar na célula.

Para refletir

1) A célula deve examinar se existe alguma dificuldade de aceitar alguém. O que fazer para acolher bem as pessoas na comunidade celular?

2) Que tipos de pessoas seriam difíceis de acolher na célula?

3) Como lidar com pessoas hipersensíveis, como ajudá-las a atingir a maturidade em Cristo?

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