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A alegria de evangelizar (Lc 10, 17-23)

Queridos irmãos e irmãs, queremos refletir hoje a partir das palavras do Papa Francisco, dirigidas a toda Igreja por ocasião do Dia Mundial das Missões, celebrado neste último domingo: “Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois ela é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu “em saída”.

Justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas. As cenas apresentadas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-Se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.

Os discípulos estavam cheios de alegria

Estavam entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, “por estarem os vossos nomes escritos no Céu” (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: ”Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo”, dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O.

Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás. Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si, que pretendem saber já tudo e não deixam espaço a Deus.

“Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo “o teu agrado” significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração.

O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria” (Exort. ap. Evangelii gaudium). Os discípulos receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Por que não entramos também nós nesta torrente de alegria?

Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização!

PARA REFLETIR:

1-A evangelização é para nós motivo de alegria ou é um fardo pesado de ser carregado?
2- Conte uma situação em que seu coração já sentiu uma forte alegria pela obra da evangelização.
3- Diante da afirmação do Papa: “Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo”, o que você considera necessário para reacender a chama da evangelização em cada membro das nossas células?

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