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A ALEGRIA DA LIBERTAÇÃO (Mt 11,2-6)

Queridos irmãos e irmãs,

Na exortação apostólica "A ALEGRIA DO EVANGELHO", o Papa Francisco nos lembra que "a alegria do Evangelho  enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria". (Francisco)
Neste evangelho, João Batista estava preso por Herodes por reprovar o seu comportamento. No cárcere, ouve falar das obras de Cristo, bem diferente do que se esperava:

Ele anunciara um juiz severo que castigaria os pecadores e ao invés, defronta-se com alguém que se aproxima dos pecadores. Perplexo, envia a Jesus dois discípulos com uma pergunta bem concreta: "És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar por outro"?

Jesus responde apontando seis sinais concretos de libertação, já anunciados por Isaías há muito tempo: "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos, paralíticos, leprosos, surdos, mortos, pobres evangelizados..." E acrescenta:  "Feliz quem não se escandalizar de mim."

Jesus mostra a João que as suas obras comprovam a era messiânica, mas sob a forma de atos de salvação, não de violência e castigo.

Nós podemos nos apropriar desta mesma alegria: o Deus da vida nos quer acolher, mesmo nas nossas cavidades de sombras, nas nossas ausências da luz, nas nossas fugas do seu amor. O principio da libertação, salvação, está no reconhecimento e na aceitação daquilo que somos. A morte (perda da condição filial) está na não aceitação e confissão de que somos Filhos e de que Deus é nosso Senhor. Uma boa confissão começa por proclamar que somos:

* Imagens do Filho - amados e capazes de amar, santos como ele, herdeiros da graça e dos bens do céu.

*Da mesma essência - Somos imagens da  comunhão e da unidade. Somos uma graça de Deus. Somos reflexos da beleza, da integração.

Se viver e amar é uma graça, o pecado é uma “des-graça”.  Uma ação consciente e livre, sem a graça. Uma condição que “des-humaniza”, enfraquece, escraviza o homem. Gera sofrimento, dor, é origem de um ser doentio, infeliz. Numa condição de não podermos alcançar os propósitos de Deus.

A Origem do pecado é a nossa confissão:  “EU NÃO VOU TE OBEDECER”.

A desobediência a Deus leva a:

-Perdemos a condição filial. Não reconhecemos a Deus como Pai e o outro como irmão.
-Nos tornamos independentes. Criamos nossos deuses à nossa imagem e os servimos.
-Perdemos a liberdade, nos tornamos escravos de nós mesmos e das coisas.
-Não reconhecemos nem a Deus nem o irmão. Trocamos a luz pelas trevas.
-Ficamos perdidos no paraíso. Irreconhecíveis. Ninguém, nem nós mesmos somos capazes de reconhecer em nós a imagem que somos da comunhão, da unidade, tamanha divisão!

TEMPO DE GRAÇA E RECONCILIAÇÃO

O advento seja para nós um tempo que nos leve a desejar voltar para os braços do Pai.

Busque o sacramento da reconciliação. Aceite ser amado, perdoado. Reconheça seu próprio pecado e diga para Deus: “eu pequei, Senhor”.  Isso é questão de fé, de experiência de Deus, de proximidade da luz.  É preciso ser humilde, orante, penitenciar-se,  jejuar, chorar a própria miséria. É coisa de gente grande. Coisa dos filhos. Dos que vivem na casa do Pai, que amam e acolhem, que cuidam e perdoam como o Pai.

 Quem não vive nesta condição, não reconhece o pecado e não confessa, despreza a Deus e sua misericórdia, não consegue celebrar o verdadeiro Natal. Permita-se a alegria de ouvir de Deus: “Teus pecados estão perdoados!”  Aí nasce e renasce o filho(a) querido(a) do Pai.

PARA REFLETIR:

1-Na próxima 6ª feira, dia 20, teremos nossas confissões comunitárias. Você está se preparando para receber o abraço do Pai confessando seus pecados?
2-Você acha possível celebrar um Santo Natal sem se reconciliar com Deus e com os irmãos?

 

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